"O Sorriso de Monalisa" se passa em 1953 em uma sociedade onde a única função das mulheres é se casar e cuidar da casa, do marido, e seus futuros filhos, a recém-formada professora de História da Arte,  Katherine Watson, chega na escola tradicional Wellesley College, uma escola só para mulheres, totalmente tradicional, para quebrar padrões e dizer que além de "donas de casa", aquelas mulheres podem ser o que elas quiserem, e se elas quiserem. Mulheres do lar, advogadas, ou os dois. Julgada por estar na casa dos 30 e ainda não ter se casado, perseguida pela diretora do colégio que quer que ela siga rigorosamente o que está proposto no currículo da escola, e ainda lidando com a sua vida pessoal que também não vai bem, Katherine continua de pé, de cabeça erguida com o único propósito de mudar o mundo.

Com a minha bagagem de um módulo e meio de faculdade eu na maior parte do filme fiquei analisando como Katherine lidava com suas alunas em sala e modo como o currículo tinha de ser seguido a risca por todos. O que estava no programa tinha de ser ensinado e ponto, o que no caso dessa turma em específico, não agregava em nada, pois elas já sabiam de tudo. E para Katherine, ver todas aquelas mulheres tão inteligentes serem moldadas e levadas a crerem que sua única função era cuidar da casa e do marido foi mais que o estopim para que ela desse suas aulas do seu jeito e fizesse suas alunas pensarem fora da caixinha. Para mim foi um "quando eu crescer quero ser que nem você".

Esse filme foi o tempo todo um tapa na cara e alguns socos no estômago no que diz respeito aquela palavra com F, engraçado (ou nem tanto assim) que eu fico falando que quero mudar o mundo, sendo que nem consigo mudar a mim mesma direito, eu quero falar, e ser ouvida, mesmo que meu timbre não seja dos mais altos, eu quero continuar nele, porém mesmo assim, ser ouvida e até quem sabe, compreendida. Talvez Kath não tenha conseguido mudar o mundo, mas depois dessa cena elas se abraçam e a gente vê aquele ar de "dever cumprido", em um estilo até meio Mary Poppins de ser, posso não ter mudado o mundo ou influenciado todas elas, ou todos eles, mas eu ajudei alguém a abrir a cortina de renda e olhar para o lado de fora da janela, posso ir para casa e descansar minha cabeça em paz no travesseiro. Eu fiz alguma coisa. Kath não diz nada disso, mas é o tipo de coisa que fica no ar. E bom, é arte, e a arte é subjetiva. 

Eu nunca dei aula na minha vida e nunca estive em sala de aula a não ser como o aluno, porém escolhi a Licenciatura, e pode ter sido simplesmente pelo meu interesse nas Artes e não em dar aula, e sendo bem sincera, foi, mas depois de entrar em contato com o outro lado da moeda e assistir muitos vídeos da Patrícia Pirota, a chama da docência se acendeu dentro de mim, e por enquanto, é isso que estou fazendo.

6 Comentários

  1. apenas QUERO MUITO assistir esse filme e que elenco maravilhoso, né não?
    :***

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  2. Eu conhecia o nome desse filme mas não sabia do que se tratava, achei realmente a sinopse muito interessante. Coloquei o filme na minha futura lista de filmes para assistir, dessa forma eu não esqueço dele.
    Eu já dei aula algumas vezes e eu achava maravilhoso.
    Amei seu blog e sua escrita. Estou seguindo por aqui.
    Beijo, www.apenasleiteepimenta.com.br ~Neste mês tem post todo dia no Blog~
    Participe do Concurso e Concorra a um Mídia Kit

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    1. Obrigada :3 O filme é realmente muito bom, recomendo :D

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  3. Eu vi esse filme um tempo atrás, e me inspirou bastante a continuar estudando arte e buscando os meus objetivos. Fiquei com vontade de assistir novamente <3.

    bruna-morgan.blogspot.com

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