Cinderela (2015)

Eu sou uma pessoa apaixonada por contos de fadas, desde sempre, quando era mais nova chegava a imaginar meu próprio conto de fadas, não exatamente com um príncipe, mas com a fada madrinha, e a magia e tudo que se tem direito. Já faz bastante tempo que me afastei dessas histórias, porém assistir Cinderela (2015), fez a chama se reacender dentro de mim. Eu acho difícil falar de coisas que as pessoas já conhecem, e mais ainda falar de coisas que eu amo. Cinderela em especial é sutil demais para que eu posso chegar a alguma conclusão, para que eu consiga escrever sobre o filme, porque é difícil demais escrever sobre sentimentos. O tempo todo ele me despertou sentimentos adormecidos. Me arrependo de não ter assistido no cinema. Tento colocar em palavras o que estou sentindo desde o momento da subida dos créditos e simplesmente não consigo. Nessa nova versão conhecemos a mãe de Ella (que eu não sabia que se chamava Ella até então), e o filme todo gira em torno das últimas palavras que ela diz para sua filha antes de morrer: "tenha coragem, e seja gentil". De algum modo isso está agora preso em mim. Tenha coragem. Seja gentil. Talvez eu devesse reler Pollyanna para manter aceso o espírito da gentileza. Em um mundo tão duro, tão difícil, tão complexo, ver as coisas com leveza, porém sem fugir da realidade, é a melhor maneira de viver e não apenas sobreviver nessa selva de leões. Eu amei muito esse filme e mais uma vez a Disney conseguiu aquecer meu coração, pois afinal, a única coisa que precisamos às vezes é ter coragem, sermos gentis e de um pouco de magia.


Escritores da Liberdade (2007)

Por outro lado se Cinderela é pura magia dentro da realidade, Escritores da Liberdade é a própria realidade jogada direto na sua cara, e não é atoa que foi baseado em uma história de verdade. O filme se passa em Los Angeles, na época maior de luta entre classes e gangues. Latinos não se misturavam com negros, negros não se misturavam com asiáticos, ninguém se misturava com ninguém e todo mundo se odiava - e se matava - por muito, muito pouco. E Erin Gruwell é a nova professora da escola que mais parece uma extensão das ruas. Ela da aula para uma turma que se divide entre todas essas gangues - e um garoto branco - e durante seu ano letivo ela vai entendo aos poucos e conquistando seus alunos um por um, com a ajuda de "O Diário de Anne Frank". É um ótimo filme e enquanto escrevo esse breve comentário acabei de fazer uma associação com Cinderela (acho que o destino me fez assistir o live-action antes de querer escrever sobre Freedom Writers). O que Erin ensina em sala é praticamente a mensagem que Cinderela deixa pra gente: "tenha coragem, e seja gentil", e a magia? Erin foi a magia, o milagre na vida de cada um daqueles adolescentes. Ela fez com que eles se libertassem de seus passados, compreendessem seu presente e pensassem em seus futuros da forma mais libertadora que existe: escrevendo.



E eu precisava incluir esse gif em algum lugar, só por isso ele esta aqui. Have courage, and be kind! 💖

2 Comentários

  1. Eu assisti Escritores da Liberdade quando estava no Ensino Médio e não lembrava ♥ é um filme pra lá de tapa na cara.
    Não assisti Cinderela, mas gostava de ler a história dela quando era criança.
    E esse gif ♥ lindo demais!

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