Somos menos que um grão de areia, menos ainda que poeira estrelar. Não somos nada perto dos desastres naturais. Uma rajada mais forte de vento nos leva embora para sempre. E ainda brincamos com a natureza. A desafiamos. Reclamamos do calor, derrubamos árvores. Reclamamos de inundações e desabamentos, mas entupimos nossos esgotos com lixo. Então esses desastres maiores e incontroláveis vêm até nós como forma de dizer: "eu avisei". 

Não acabamos com eles, eles é que acabam com a gente. Mais que destruir nossas casas, destroem nossa vida e às vezes até levam nossa vida com eles. Quando somos noticiados de que eles estão chegando tudo que podemos fazer é nos esconder e orar, para seja lá qual for seu deus, ou nem orar se você não tiver um. Não temos poder. Não vivemos, tentamos só sobreviver por algumas horas, alguns dias, alguns meses. 

"Vem que o Brasil não tem vulcão. Vem, aqui não tem terremoto."

Podemos agradecer? Ignorar? Ter compaixão? Se importar? Mandar boas vibrações de que todos no final estarão sãos e salvos? 

Eu não sei. 

"Feche seus olhos, está anoitecendo, você ficará bem, nada pode te machucar agora..."

Você e eu ficaremos bem...

Deixe um comentário