Cidade industrial. Onde metade da população anda uniformizada. Robozinhos. Não sabem interagir entre si, não são pessoas, são empresas, inseridas em cada cabecinha de vento. E ninguém quer mudar, ninguém tem vontade de mudar.

Eu não quero ser mais um, eu não sou mais um. 

Uniformizados. Desalmados. Não são capazes de olhar pro lado. Robôs controlados. Preciso respirar, eu não sou um deles. Não sentem o vento na pele, são feitos de aço, não veem os pássaros, veem o que são programados para ver.

Espero chuva para que fiquem enferrujados. 

Quem eu quero enganar, não consigo fugir, eu também sou um robô, mas eu escolhi sorrir. 

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