Sinceramente, eu não esperava pelo filme que assisti. Na verdade, eu nem tinha lembranças de quem era Malévola, Aurora nunca foi minha princesa favorita da Disney e seu filme sempre foi chato pra mim. 

Na primeira versão, Malévola é pintada como um ser maligno e sem coração que amaldiçoou a pequena princesa no dia de seu nascimento, e então, quando completasse 16 anos, cairia num sono eterno, até ser acordada por um beijo do amor verdadeiro. Aurora espeta o dedo, dorme, Philip aparece e quebra a maldição, fim. 

Quem era Malévola afinal de contas?

Na segunda versão descobri que ela era apenas uma das fadas mais poderosas do mundo mágico, e que por pura ganância seu primeiro amor lhe arrancou as asas para suceder o trono. Malévola não se deixou abalar pela falta de caráter do ex camponês e seguiu adiante, sim, com sede de vingança, e despejou o ódio que sentia na inocente Aurora, e no início, desejando que sua maldição se cumpra, acaba se aproximando da menina e criando um vínculo de fada madrinha. 

Ao perceber que nem todos os humanos são babacas como o rei, se arrepende, e a parte mais bonita é onde ela tenta quebrar a maldição, mas infelizmente, devido a suas próprias palavras, ela não consegue. 

É maravilhoso ver o poder das palavras e como podemos nos arrepender e pedir perdão de todo o coração, eu esperava a história de uma vilã, uma bruxa má, mas me esbarrei com uma mulher forte que lutou, mesmo sem suas asas, pelo o que achava correto, e que quando notou que, opa, a coitada da princesa não tem nada a ver com isso, abriu seu coração e deixou que a pureza retornasse. 

E Aurora aqui não é apenas uma princesa adormecida esperando por seu príncipe, o tal do amor verdadeiro. Aurora julga Malévola por ela mesma, não pelo o que ouviu-se dizer, para Aurora, Malévola sempre foi sua fada madrinha.

Não julguemos por disse-me-disse, não tenhamos sede de vingança - prato frio só é bom se for sorvete e seus acompanhantes, lutemos pelo o que acreditamos, se lhe arrancarem as asas, lembre-se que ainda tem força, mulheres não são inimigas. É sempre tempo de pedir perdão, não esperando que o outro aceite, mas para libertar a si mesmo dos pensamentos amarelados. 

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