Eu não tenho um motivo para não ter escrito durante o mês de março. 

Não foi porque vai ter BEDA esse mês (não vai), não foi por motivo algum, só um conjunto de desventuras e acumulo de vida fora da internet. Olha só, fiz estágio durante todo o mês de março, foi correria, queria ter compartilhado em tempo real. Mais uma vez me reconecto com a fotografia, dessa vez com os pés no chão e menos fantasia, menos afobação. Terapia. Perdi uma tia. É difícil falar sobre isso. 

Além dessa vida de estagiária de Licenciatura que estou amando, bem no fim de março/hoje 1º de abril comecei a trabalhar em alguns projetos relacionados à minha vida na internet. Foi um mês muito cheio e muito cheio de nada ao mesmo tempo. Pessoas (são pessoas) indo e vindo. A vida no emprego anda uma lástima, mas é aquilo de tentar ver o copo meio cheio. 

Pessoas são pessoas e às vezes eu só queria poder evitá-las e eu acho que é por isso que gosto tanto de escrever: meus personagens eu posso controlar (nem sempre).

Todas as minhas fotos de perfil são ilustrações que encontrei no deviantArt porque meu único desejo é sumir do mundo real por enquanto, e sorte que o blog apesar de ser um reflexo da vida, não é ela toda, são só fragmentos os quais eu mesma escolho jogar por aqui. 

Sábado à noite e eu me maquiando para tomar banho. O making-of da última postagem no Instagram... um reencontro com a Eu maquiada, meio que versão remasterizada da adolescência... Esse é o conto de fadas, a vida real sou eu criando coragem de pisar no cemitério e inconscientemente pensando na roupa que vou usar e me sentindo culpada sobre isso, e escrevendo sobre isso. E usando os sapatos e me sentindo culpada por achar tão confortáveis. A vida real é feia de vez em quando. A vida real é o caos de sábado que larguei na penteadeira. E já segunda-feira de novo. E eu vou fingir que isso saiu antes da meia-noite. 

Essa é a vida real.  

que abril seja top

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